segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

GOROROBA LITERARIA VI




As vezes os espaços diminuem
para na ausência surgir a fuga.

AME! O !N!C!O DO TEU
CAM!NHO ME DERRAPE!
NUMA CANÇÃO CA!DA
D'MA TORRE ALTA
HAV!A 1 FANTASMA VAGANDO
MU!TO ALEM DO JARD!M,
SENT! FOME, MEDO, SENT! FR!O
SOZ!NHO, CAO VAD!O, GELADO
RU!DO, U!VANDO P/ LUA EU SOL

Sentia-se a saudade e a necessidade
do ritual, a ingestão libertadora,
a chave excitadora da arte,
alucinações das palavras,
criar a parte da arte
que ainda não nascida,
todos os poetas se reuniriam,
todos viriam ao ritual
escrever com a mesma caneta?

ESCREVER COM OS MESMOS VERSOS
O MUNDO VAD!O, V A Z ! O
ESTAR O APTO DO TREM,
A !MPERT!NENC!A SURGE DA
ARQU!BANCADA QUANDO
1 GR!TO DE GOL S!LENC!A
A !MENS!DAO Y EU POSSO
VER Q A!NDA NAO ESTAR ESCURO
POREM, QUASE S! ESTAR
CHEGANDO LA... SE! Q NAO
ME LEMBRO + O TEU NOME
SOL SE! Q VC ESCREVERA
UMA CERTA CARTA BEM GENT!L,
SE! Q COLOCARA EM PALAVRAS
ATE O Q NAO SENT!RAS...

Um previlegio assumido,
uma dúvida extraída,
uma certeza induzida,
o homem descrente acreditando ser
as plantas andam ensinando.


Butterfly watchman of souls, quiet fly!
Daytime and diaphanous under heaven
Rest to my eyes.

As the day follows the prayers of a violent heat
And there is violence in my home,
There is riots uncontained form my inward gaze

nunca desejo o desejo alheio


apenas desafio o impactante ,desamor


Butterfly watchman of souls, quiet fly!
Makes me forget what's being sold, what to buy.
Do not hold me in thy peace.
Prayer, lullaby, comfort the basis of marijuana, wake fairy song.

A lucid, shrewd of my fist, is no match for metaphysics butterfly.
Nymph of new hells as more sparkling than the portion of paradise that try to have alone.
I'm coming for you; I'm going to your home!



Seguindo a trilha do sal, do sol, do fel da Guine Bissau
A Igreja salpicou o Jardim do Paraíso com Sangue Negro
Pedindo perdão ao deus pagão em Língua Portuguesa
Cortejando o maldito capital
Por dinheiro mata-se... Amordaçar-se todo o sentimento
Mesmo não sendo Cristão
Se Deus pudesse chorar
Ele mesmo pediria Perdão
Pelos Jesuítas, pelos Metodistas
Que com seus dentes afiados
Rondam com a morte pelas as esquinas
Pelos guetos de Varsóvia
Chora Povo Negro
Pois o genocídio ainda não terminou
Chora por Angola, por Somália, Etiópia e Senegal
Chora pelo Sudão, Moçambique e Zimbábue
Pulsa meu peito a revolta dos Ancestrais
Nagôs, Malês, Jejes, Rebolo e Benguelas
Ahh!!! Santo Deus nos deixem em Paz.


Posto que és sonho, limbo-me


Nada é domável
durmo em sonhos não vividos

nao tente entender , e o tempo dirá , a sina é sonhar...




-JIMMY MARCONE

-C .P.B.P.JR:

-REIZINHO

-ED. RIBEIRO

-MIGUEL VIEIRA

-LYNN GLOMMY

-CARMEN SILVIA PRESOTTO

-ANDRESA TARJA
-

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SOB UM CÉU DE TRISTEZA ''AOS BLUESZEIROS DE BEZERROS

Manhã meia leve, estou sentindo falta da cerveja geladae do beijos da madrinha da noite,então trocarei uma cançãopor outra bohemia,e irei celebrar a paz no paquistãotenho vivido apenas um dia de cada vez,mas ainda queimo as reuniões
e oque acho mas interessante são os cabelos das garotas das ruas
por caso ela mim disse que os homens não entendem o amor
e eu concordo ,nada é mas belo que uma mulher amando
trocarei minha noite por esses lábios carnudos e nudos
se ouvi eu cantar uma do VAN MORRISON mim beijará
até o carnaval passar,entre nessa baby
tente vencer esse tédio ,e então o bloco será nossa cama.

Tentarei não ser vazio quando o desejo acabar

pois se tudo tem um fim não temeremos o inicio
tirei minha angustia e minha dor
e apenas beijarei seu corpo embaixo dos lençóis
eu preciso voltar para rua toda manhã
e voce não precisa mim esperar
pois vou mim aventurar por entre os sonhos
mas voltarei sempre pra teus braços
para nascer outra vez, e beijareis teus olhos
nesse imenso céu de tristeza.

ED. Ribeiro

domingo, 13 de janeiro de 2013

ESTOU SOZINHO,SEI QUE ESTOU



quando eu pensei em ler um artigo sobre poesias e poemas
lembrei da escritora e poetisa brasileira, ANA CRISTINA CESAR
e fui de imediato lembrando da minha filha,
EDYANNE EMMELY, e ALINE ANDRADE 
uma por motivos obvio paixão, a outra 

por motivos de coisas incompreensível ,
talvez amor que palavrinha chata pra se colocar 
num inicio de um texto, poético
mas tudo bem,vamos esquecer essa parte.
eu penso sim em voce minha filha, lagrimas são falsas
artificio de atores, o que vale apenas então?
sentimentos são poucos para se diagnosticar
eu não sei de tudo. isso é obvio
mas a vida ensina todo momento
eu aprendo sempre do jeito errado
e nunca consigo ensinar, a vida ilumina agente todo momento
mas,é só faltar um real na conta do fim do més 
que amaldiçoamos e paqueramos o mal
minha filha tente viver o máximo e minha cara 
nunca vou esquecer seus lábios
onde eu mim perdi e mim encontrei 
ANA CRISTINA dizia que uma das facetas
dos seus desbunde fora abandonar a ideia de ser escritora
e eu não entendo como isso nasceu comigo
péssimo aluno nas aulas de literatura no ISAURA DE FRANÇA
acreditava se eu amasse o verbo seria agraciado 
com o dom da escrita .
mas eu não consigo nem ser fiel amim mesmo
quando conto as minhas histórias sem pé
nem cabeça,nem quando eu tento demostrar
o que realmente sinto .
então poesia e poemas não são suficiente para mostrar
oque realmente sentimos .
é sempre mas fácil ancora um navio no espaço .


-ED. RIBEIRO

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

“Seu suor é água que eu quero beber”



Ahhh.. Um cheiro no cangote é bom demais!
Porque depois do cheiro..
vem o arrepio..
o arrepio..vem o calor nas bochechas
as bochechas não se aguentam..
esquentam a alma..
a alma, essa tenta..
mas deixa aos lábios a tarefa de descobrir o antídoto
antídoto que desce pelas entranhas..
refrescando e lambuzando ..
deixando tudo liso..tudo claro...
Ah! Um cheiro no cangote faz Tum Tum..
uns no peito..
outros no íntimo..
teu íntimo responde e lembro...
Só foi um cheiro no cangote....
Ah! Cheiro de barro, molhado no terreiro..
chuva fininha, que cai nas tuas vestes..
e esse calor que só aumenta..
queimando minhas vestes..
despida de pudor..
me envolves no cheiro..
me dizes: que cheiro de flor!

-Mariana Puritana...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ESCRAVO DA MESMICE


 ''Á FLAVIO MURRAH ''




vagando por ilusões mórbidas 
corroído nos detritos de toda podridão
acompanhado apenas por uma sinfonia de moscas 
zumbindo melancolicamente 
já não defendo a mesma bandeira 
não estado ,nem amor 
só o ódio pela guerra 
nada fará sentido,pois já não choro
nem fico rindo
tudo que se move não mim comove 
pessoas a minha volta derrotada 
vencidas ,rápido demais 
garras da ingenuidade nos prenderam 
tão descrente da ordem e progresso 
a tv anuncia suas regras 
estamos nos tornando 
seres mecanico
seres ridículos


-Ed. Ribeiro

sábado, 22 de dezembro de 2012

SAI SEM TRAVAS, SEM PEDRAS



Mas não há porque sentir vergonha do ponto onde chegamos
Sobreviver é uma forma de arte na rua onde nós moramos*
PRA FALAR A VERDADE
SOL MESMO QUANDO AS PALAVRAS
SA! SEM TRAVAS, SEM AMARRAS,
SEM PEDRAS, D!RETAS NU PAPO RETO
D!REÇADAS AO RETO QU!NEM J!LO,
SEM DOR, DESMASCARADAS,
DESCORT!NADAS, JANELAS
DAS  ALMAS, DE PORTAS
ABERTAS, DE PERNAS 
ABERTAS COMO AS QUE
QUERO TE !NVAD!R,
SACANAMENTE, DEPRAVADAMENTE
M!NHA L!NGUARQU!A !NTRODUZ!R
OH! L!NGUAGEM DO POV!R !!!
-É verdade... mas tudo têm
Ônus e bônus..
E quando entra o Ânus..
Tudo se resolve.
TUDO SE TRANSFORMA,
TUDO SE RENOVA.
A FEBRE DO RATO,
O CHE!RO DA CETA,
O DEDO NU ANUS,
O BJ DO CU.
TUDO A MENTRETER
VERSOS V!NDOS D'VC !!!
-É verdade... mas tudo têm
Ônus e bônus...
ASS!M SE PARECE SER
ESSE ANJO PORNOGRAF!CO
Q A!NDA HA EM!M...
ESSE MOLEQUE MARAV!LHOSO
Y POETA VAD!O  A VER O MUNDO
PELO BURACO DA FECHADURA !!!
-Mas tudo têm
Ônus e bônus..
E quando entra o Ânus..
Tudo se resolve.
Y F!CA MELHOR O GOZO, O GOSTO
O SANTO, O BEATO, Y O PAGAO
PRESENTE NU AN!MAL HUMANO
EM ESTADO DE PAUDURECENC!A
POR T!
.
.
.
OH! V!DA !!!

-MARCELO NOVA
- c . p . b . p . jr :
-MARIANA PURITANA
*(O galope do tempo: "A balada do perdedor")

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

http://castanhamecanica.wordpress.com/2012/11/27/caju-fred-12-rotacoes-2012/caju-fred-12-rotacoes/



12 Rotações é a reunião dos egos incômodos assinados por Fred Caju na coluna “É NODA!” do maior blog interplanetário das Américas, o Poetas de Marte. Tudo, literalmente, gira em torno dos bastidores da produção poética: da criação à divulgação dos poemas. Ainda há um texto exclusivo para o e-book, que conta com o posfácio e revisão de Zé de Lara.

CONFIRA O E-BOOK LÁ NO CASTANHA MECÂNICA.

POSFÁCIO:
FRED CAJU, A “FEBRE DO RATO” DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA (excerto)

Não sou muito de escrever resenhas. Sempre preferi as crônicas sobre pontos de estrangulamento individuais ou coletivos. Mas, realmente, há muito tempo que eu não testemunhava o aparecimento de um jovem “literato” tão promissor quanto esse Fred obcecado por cajus (que, na verdade, é estudante de História, e não de Letras, como cheguei a pensar, antes de conhecê-lo). E agora iniciou-se também nas prosas gerais e nos infinitos mistérios da computação, da informática e do “pós-modernismo” neo-engajado, mas nem tão à esquerda assim. Sem falar na predisposição administrativa. É, sem nenhuma sombra de dúvida, um grande potencial juvenil, entre outros da novíssima geração contemporânea do Recife e sua área metropolitana “endiabrada”, da Besta Fera pra dentro umas duas mil e quinhentas léguas.
(...) Evidencia-se que o jovem não é mais um daqueles charlatãezinhos poéticos que escrevem apenas quinze ou vinte poeminhas durante toda a trajetória de vida, pra disfarçar sua preguiça mental ou a incapacidade de dominar “minimamente” as dificuldades do buril estilístico. Ele está fora da embromação de certos alteregos “alternativos” (prestigitadores que disfarçam sua inanição gramatical e sintática com alguns fogos de artifício eventuais e “malajambrados”).
(...) E olhe que eu, imparcial e sinceramente, estava predisposto a detectar as pequenas derrapagens no estilo, na gramática ou na sintaxe do jovem escriba.
(...) E, além do mais, o cara tem densidade existencial, é peixe de águas profundas, apesar de jovem. “Vê como um danado”. É: esse jovem tem o que dizer, o que acrescentar. Não duvidem. Tem olhos de historiador visionário e visceral. Esquarteja. Observa (fora e “dentro”). Pensa. Repensa. Intui. Tem a coragem de lobos uivantes e guarás no cio. Transgride conscientemente, sem bobeiras de repetir fórmulas autodestrutivas de vanguardas vãs ou de regionalismos caricatos ou de academicismos “fosfóricos”. (...) Não duvidem: ele vai crescer, ele vai subir. Os seus esforços são sinceros e afiados. Não é mais um embromador ou tico-tico-no-fubá. Acreditem. O cara é “profissional”.

Zé de LARA. 18-11-2012.