terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"HELTON MOURA E O CAMBAIO - MAQUETE SONORA"

  MEXENDO NA SUA RADIOLA


“HELTON MOURA E O CAMBAIO – Maquete Sonora”.  

Por Célio limA.



Acabo de receber a responsabilidade de falar nessa coluna sobre um disco que particularmente me conquistou logo na primeira audição. “HELTON MOURA E O CAMBAIO – Maquete Sonora”.  Conheci essa figura espirituosa que é o Helton em um recital do projeto “Versos & Vícios”, organizado pelo poeta Eduardo Monga. Ocorrido no Bar da Margarida localizado na Várzea, onde o Helton deu as graças da sua participação. Lembro-me do poeta Macarrão passar a noite a rasgar sedas para ele. Tempos depois tive o acesso ao seu disco o qual discorrerei um pouco sobre o que captei do mesmo. Abre o cd a faixa “VALSA ESTREITA”. Parceria dos irmãos moura e que não poderia ter melhor escolha como abertura de um grande trabalho. Segue o soneto de Florbela Espanca adaptado pelo Helton na faixa “FRIEZA”, o que mostra a capacidade dele em musicar textos de outros autores e o trazer para o seu olhar contextual nordestino e isso é uma sagacidade encontrada nos artistas de Arcoverde. Isso segue na musicalização das faixas: “PÁLIDA À LUZ DA LÂMPADA”, “RASTRO ANTIGO”, e em “CANTO”, “O LAMENTO DO CONDE DA BOA VISTA”, de autoria própria ele mostra uma riqueza lírica que vem de heranças ancestrais. Dos que se encantavam pelo canto das sereias ou por puras historias cantadas pelas lavadeiras rudes e de cantar agreste eis a lembrança a que me fui arremessado por elas. A canção “RUBAIAT”, que se é uma poesia retirada do livro: “Geografia Íntima do Deserto” e que me fez lembrar-se de outro livro que eu lera na adolescência aonde o poeta do qual não me vem à memória o seu nome, exaltava a degustação de um bom vinho, a beleza de uma bela mulher e uma boa amizade como companhia. Versos como o do inicio da canção me fizera escutar-la por mais de duas horas consecutivas a mesma. Segue a faixa “COEVIACÁ”, “OLHO DE VIDRO (HUMANO)” que são de uma interessante produção sonora e da qual me lembra poemas cotidianos como o que os poetas recifenses sabem fazer tão bem. Ver “Miró da Muribeca” ou “Malungo”, por exemplo.  Chegamos ao fim com a canção “PÓS-FICCIONAL”. Essa que deu origem além da turnê “PÓSIFICCIONAL” virou um estilo artístico onde varias cabeças interessantes e ligadas vem o construindo pelo chão das estradas e das veredas Brasileiras. E assim vai de gaiola em gaiola essa maquete sonora livre no ar e vinda da Matrix não mais um mero poeta mais um operário da música que se identifica assim pos-ficionalmente. É só escutar.

http://poetasdemarte.blogspot.com/search?q=helton+moura

Live on Ten Legs - Pearl Jam

Live on Ten Legs - Pearl Jam

Por Rodolfo Vicentini | Em 23/01/11
O PEARL JAM sobrevive há mais de 20 anos, sendo o principal nome do resquício do grunge e cada vez mais coleta fãs pelo mundo. Nada mais justo que uma banda desse nível, que já vendeu mais de 80 milhões de álbuns no mundo, solte um álbum ao vivo sem juntar todos os seus sucessos, mas uma set list bem apurada.
Imagem
O legal do CD é que se uniram músicas de todas as fases da banda, incluindo as do "Backspacer", como "The Fixer" e a ótima "Just Breath" - que fica muito bonita na versão ao vivo. Mesmo assim, não se encontram as músicas "Black" e "Even Flow", que chega a ser desapontante, já que são as mais queridas do público.
O frontman da banda, Eddie Vedder, continua com a voz excelente e principalmente o guitarrista, Mike McCready,
mostra todo o seu talento em músicas como Alive e na sensacional Yellow Ledbetter, que, ao vivo, é única, com uma melodia que remete à Hendrix. Vale destaque também para a raivosa "Animals" e "Review Mirror".
Agora falando, como fã, das antigas do Pearl Jam, mesmo tendo pouca idade, é emocionante o CD, recheado de clássicos que marcaram uma geração e que tem tudo para marcar tantas outras como a minha e a de meus filhos.
Mesmo faltando pelo menos duas músicas essenciais, se você é fã, vai comprar o CD de todo jeito, mas, mesmo não sendo, vale a pena. Ótimo trabalho. Set list:
1. Arms Aloft
2. World Wide Suicide
3. Animal
4. Got Some
5. State of Love And Trust
6. I Am Mine
7. Unthought Known
8. Rearview Mirror
9. The Fixer
10. Nothing As It Seems
11. In Hiding
12. Just Breathe
13. Jeremy
14. Public Image
15. Spin the Black Circle
16. Porch
17. Alive
18. Yellow Ledbetter

sábado, 28 de janeiro de 2012

Por 1 agosto ciclico

EU FU!
O Q AME! 1 D!A
EU FU!
O Q AME! UMA TARDE
EU FU!
O Q AME! UMA NO!TE
EU FU! O Q TE AME!
POR UMA "DECADA"
S!M FU! EU O Q TE AME!
ATE NUS MOMENTOS EM Q
TANTO TE OD!E!
.
-Pois a relação amorosa. . .
Também se é uma batalha hoje vejo bem.
E que não importa quem perca ou quem ganha no fim.
Mais o que cabe ao perdedor sair de cabeça erguida
pronto e curando suas feridas para as próximas lutas que virão. . .
Assim como cabe ao vencedor sair sim de cabeça erguida
pois o pior vencedor é aquele que sai d'ma guerra cabisbaixo.
Assim é a vida esse eterno confronto das forças ditas por mim; "Existenciais". 

EU FU! O Q AME!
DE JANE!RO A JANE!RO
EU FU! O Q AME!
NU FR!O DO !NVERNO
Y NU CALOR DO VERAO
FU! EU O Q A AME!
ENQUANTO ESTARA SOL
ESQUENTANDO SOL
A SOL!DAO
.
.
.

-C.P.B.P.JR: / Célio limA.
XXVI-XXVII / I / MMXII

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O BOM E VELHO Neil Young ...


23/01/2012 - 09h41

"O som da música atual me deixa nervoso", diz Neil Young em entrevista

Do UOL, em São Paulo
  • Neil Young na estreia de Neil Young's Life em Toronto, no Canadá (12/09/11) Neil Young na estreia de "Neil Young's Life" em Toronto, no Canadá (12/09/11)
O músico e compositor Neil Young criticou a produção musical do século 21 e questionou o que aconteceu com as músicas de qualidade do passado. “Estou percebendo que tenho um pequeno problema com a qualidade do som das músicas hoje em dia. Eu não gosto. Me deixa nervoso. Não a qualidade da música em si, mas estamos no século 21 e temos os piores sons que já existiram. Onde estão nosso gênios? O que aconteceu?”, desabafou em entrevista ao site da MTV.
O cantor canadense, que lançou seu 33º álbum de estúdio em 2010, disse ainda que chegou a acreditar que “as pessoas mudaram seus hábitos musicais para lidar com a piora na qualidade musical”.
Neil acrescentou ainda que, apesar de odiar a música atual, não odeia novas bandas que foram criadas, citando exemplos que ele gosta, como “Mumford and Sons” e “My Morning Jacket”. “Eu gosto das duas e as conheço. Me sinto bem ao falar isso”, finalizou.


24/10/2011 - 10h04

Neil Young canta junto com Arcade Fire em show beneficente; assista

Da Redação
A banda Arcade Fire se juntou com Neil Young para cantar “Helpless”, música dele de 1969, em um show beneficente na Califórnia no último sábado (22).
O grupo e o veterano do rock se apresentaram juntos em uma Festa Beneficente da Escola Bridge. Veja o vídeo:
No show, a musicista canadense Régine Chassagne cantou com Eddie Vedder, o vocalista do Pearl Jam, a música “Tonight You Belong To Me”. O cantor Beck e Neil Yong apresentaram “Pocahontas”, música de 1979 do álbum “Rust Never Sleeps”. Veja os vídeos:
Norah Jones e a banda britânica Mumford and Sons também cantaram no show beneficente que está comemorando seu 25o aniversário e é organizado anualmente por Neil Young e sua mulher,Pegi. Toda a renda das apresentações é revertida para crianças com graves deficiências físicas e complexas necessidades de comunicação.





sábado, 7 de janeiro de 2012

''BAILANDO EM BEZERROS''


Ouço quitarras, e violinos e tropetes, há quilometros de distançia
mas acho isso triste pois eu não consigo ouvi tua voz
tenho dinheiro isso é bom,mas não é bom suficiente
pois ele não traz voce,pois eu comprei flores roubada
e isso mim faz um ladrão,fiz isso pra ti agradar
mas voce queria mas ,e isso é normal
um uno way com os fárois de milhas e pneus de liga leve
com bancos de couro e ar condicionado
da cor de sua preferençia.

no verão as garotas se enche de maquiagem
e vão á praia apenas para se sentir menos vazia
 enquanto voce ler caio fernando abreu e  aldous huxley
elas acenam seus cachecóis tão démodé
que seus sorrisos mas parecem piranhas empalhadas
mas nada disso apaga seu brilho
pois todos dançam ao teu redor e os teus pés
continuam lustrado.
eu gostaria de fazer uma prece pra voce
mas meus amigos dizem que não tenho fé
e os anjos podem mim ignorar
mas eu não ligo pois estar a teu lado já é o paraiso.

agora posso pegar tua mão e ti levar á praia
mas o lixo não nos deixam caminhar
apenas jesus consequiria caminhar sobre o lixo
mas eu não tenho a fé necessária,eles dizem.
por isso é mas fácil fazer uma canção de amor 
pra voce com apenas dois acorde e nada mais
sem violinos nem tropete apenas o baralho do mar..

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

3X BOTA P/ F...

Uma ode à liberdade


  • 13 de dezembro de 2011/Gislaine Gutierre

Marcelo Nova é um coiote solitário. Um sujeito que não segue bandos. Tem sido assim desde o começo, nos anos 80, quando o jovem baiano, roupas pretas e rosto cheio de espinhas, encarou com sua banda Camisa de Vênus um mercado dominado pelos nomes de São Paulo, Rio e Brasília. Mas o grupo tinha um grito de guerra, “bota pra f…”, e ele parecia se divertir em não fazer concessões para ser aceito naquele rol.

“Só respondo por mim”, costuma dizer ainda hoje, reforçando a condição de um profissional sem rabo preso com ninguém. Aliás, há 14 anos Marcelo não tem empresário nem assessor. “Sou meu próprio Roberto Marinho e meu próprio motoboy”, diz. Uma liberdade que, se tem o preço de distanciá-lo do mainstream, o deixa livre para fazer um trabalho como o CD e DVD ‘Hoje no Bolshoi’, gravado num pub de Goiânia no ano passado, com um repertório que não se pauta pela obviedade de seus inúmeros hits. Verdade que tem ‘Hoje’, ‘Simca Chambord’ e ‘Eu Não Matei Joana D’Arc’. Mas tem também duas inéditas, canções da fase solo, com Raul Seixas e outras menos conhecidas. Com este trabalho, o músico celebra 30 anos de carreira – agora, são 31.


Mas esse jeito independente e solitário não fez de Marcelo um tipo ranzinza. Aos 60 anos, casado pela segunda vez, o pai de Drake (19 anos, guitarrista de sua banda), Felícia (dançarina) e Penélope (ex-VJ da MTV) e avô de uma menina de 3 anos é sarcástico, afável e divertido. E não poupa palavras.

Antes de formar o Camisa de Vênus, você se inspirava na banda Os Panteras, de Raul Seixas. Queria fazer rock e pegar as menininhas, como eles. Depois, foi do jeito que imaginava?

Foi, claro que foi. Mas devo acrescentar que não era só para pegar menininhas. Eu amava profundamente a música. Aos 9 anos, ouvi Little Richard na rua. Pedi para o meu pai comprar o disco e eu não sabia o que era rock ‘n’ roll, não sabia falar inglês e me apaixonei por aquilo.

Seus pais faziam o quê?

Meu pai era médico e minha mãe era terapeuta ocupacional. Eles trabalhavam juntos. E tenho uma irmã 12 anos mais velha, que naquela época gostava de me massacrar com João Gilberto.

Para seguir a vida de roqueiro, teve aquela coisa de sair de casa?

Não, não. É uma cultura nordestina. Você cresce com seus pais, casa e continua morando com eles. Aí você tem filhos e seus pais cuidam de seus filhos como se fossem deles. Casei aos 19 anos, minha mulher tinha 15 e continuei morando com os meus pais. Com duas filhas.

E você tinha de se manter, financeiramente?

Sim, fui radialista, vendi seguros. Fui um péssimo vendedor, tinha um cabelo enorme, abaixo do ombro, numa época em que isso era muito incomum. As pessoas ficavam chocadas, gritavam na rua: ‘mulherzinhaaa!’ (risos).

Em 1972, você compôs ‘Quando Eu Morri’, em que narra sua experiência com o LSD. Em 1973, nasceu a Penélope. Como foi a chegada do bebê em meio a tanta loucura?

Ela foi a principal responsável por eu ter parado o meu envolvimento com drogas. Muito jovem que era, quando eu ouvia Lucy in The Sky With Diamonds, eu pensava, ‘pô, será que se eu tomar LSD eu vou ver uma vaca voando?’ E eu era um jovem muito curioso.

Que tipo de droga experimentou?

De tudo. Só não me injetei nada. Só fui tomar morfina pouco tempo atrás porque tenho cálculos renais e a anestesia é através de morfina, que é uma delícia. É uma droga que tira todo e qualquer desejo. Você não precisa de dinheiro, de sexo, de poder, de nada. E é completamente diferente do LSD, que lhe joga num outro universo durante 16, 17 horas. Quando eu Morri tem um verso que diz “eu sentia tanto medo, eu só queria dormir cedo pra noite passar depressa e não poder me agarrar”. Eu tinha a sensação de que a noite queria me sugar para dentro dela e que eu jamais ia conseguir sair. Era uma sensação pavorosa. Dito assim, é engraçado. Vivenciado, é terrível.

Você teve sua segunda filha em 1979. Elas te acompanhavam na vida do Camisa?

Não, elas ficavam com a minha mãe, que era uma avó muito extremada. Em 1984 meu casamento acabou e eu mudei para São Paulo. Menos de dois anos depois, meu pai faleceu, então eu trouxe minha mãe para morar comigo. Falei, ‘ agora é a vez de eu cuidar de você’. E ela tá ali, ó, naquela caixa vermelha (aponta para o alto da estante cheia de discos). Os restos dela estão ali. Ela faleceu há três anos. É tão bacana, taí, é uma lembrança. Como não tenho nenhum vínculo religioso, é apenas uma referência. Eu a deixei ali, junto de Alice Cooper. Porque ela ia ao show do Camisa toda maquiada nos olhos, botava coleira, umas correntes no pescoço, ia para a linha de frente e gritava ‘bota pra f…’. E a molecadinha adorava.

O disco ‘Viva’, do Camisa, foi censurado no finzinho já da ditadura. Por que motivo?

Porque não submeti o disco a nenhuma apreciação da censura federal. Vi meu disco sendo preso na loja Hi-Fi do shopping Iguatemi. Os caras pegaram duas caixas com 50 discos. Eu só fiquei rindo. Perguntei: ‘vem cá, não seria mais sensato me prender?’ Ele me olhou de cima a baixo, e falou: ‘quem é o senhor? Eu disse, ‘a pessoa que gravou esse disco’. ‘Isso aí não é função nossa. Nossa função é recolher o álbum que está proibido’. ‘Então tá’ (risos). Que coisa ridícula! Isso tudo em nome da moral, dos bons costumes, e de seja lá o que for.

Hoje a gente não tem essa censura formal, mas há uma onda do politicamente correto cada vez mais forte. Acha que uma música como ‘Bete Morreu’ passaria por esse crivo?

O que tem Bete Morreu para ser censurada? ‘Amordaçaram Bete, espancaram Bete, violentaram Bete, ela nem se mexeu, Bete morreu!’ Liga no Datena, que é dez vezes pior! (risos). Bete Morreu na verdade é uma canção que escrevi no meio de uma dor de barriga. Fui para o banheiro, catei o jornal, e lá estava falando do assassinato de uma garota cujo corpo tinha sido encontrado por um chofer de caminhão. Saí de lá e meio que transcrevi aquilo. Então Bete Morreu é apenas e tão somente uma canção de um cara muito jovem, que estava começando a escrever.

Você gravou com Raul Seixas o disco ‘Panela do Diabo’ e juntos fizeram uma turnê numa época em que ele estava na pior. Como foi essa fase?

Ele estava muito mal fisicamente, economicamente e eu ficava fazendo feira para ele comer. Ele ficou internado uma semana no Sírio-Libanês, atendido e sendo examinado e o médico lhe indicou atividade moderada. Porque ele estava em casa, enlouquecendo diuturnamente, não só bebendo. Fizemos 50 shows. E ele não faltou em nenhum.

Com tantos anos de estrada e sucesso, você deve ter conquistado uma certa estabilidade financeira. Pra que serve o dinheiro para você?

Eu sou um cara absolutamente insano em relação a dinheiro. Quando tenho, gasto tudo. Gasto com viagem CDs, vinis, Blu-Rays, DVDs, filmes. São meus deleites. Sou um hedonista completo. E quando estou sem dinheiro, corro atrás. Porque todo mundo acha que o Marcelo Nova é doido, mas ninguém sabe o sangue que custa ser louco (bate no braço). Ser louco e manter uma família, assumir responsabilidades. Mas eu nunca consegui pensar no dinheiro como uma coisa que tenho de fazer, fazer e guardar. Meu pai, quando morreu, me deixou US$ 2 mil. Eu nunca o censurei por isso, pelo contrário. Ele me ajudou em vários momentos da vida quando eu não tinha dinheiro.

Você tem 60 anos, mas parece que pouco mudou na fisionomia. É o rock que não deixa envelhecer ou um roqueiro não pode envelhecer?

Não, isso é lenda. Eu envelheci sim. Tenho cabelos brancos que cobrem as minhas têmporas, a carne flácida das papadas que estão começando a se pronunciar pela força da gravidade. Envelheci como todo mundo. Essa mítica de que o rock é jovem, acho uma bobagem total. Detesto. Eu vejo por exemplo o Mick Jagger, que é de uma banda que eu gosto muitíssimo. Vejo um senhor de quase 70 anos, mexendo aquele c… magro, prum lado e pro outro naquele frenesi, de mãozinha na cadeira, eu fico com vergonha, a tal vergonha alheia.

Mas você tem vaidade?

Tenho. Gosto de andar bem vestido, até porque não gosto mais de andar de camiseta e jeans. Sim, cultivo o meu topete, então, como vou dizer para você que não sou vaidoso?, Mas evidentemente, tudo na vida tem limites e parâmetros. Não seria nem sensato eu, aos 60, querendo parecer um menino de 20 anos. Eu tenho 60. Se quiser entro no ônibus sem pagar, tem uma vaga de idoso no shopping center me esperando agora. Não posso aceitar essa ideia de que o rock vai me mumificar, não. Não acredito nisso.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

VELHOS AMIGOS

     "Velhos amigos vão sempre se encontrar Seja onde for.
Seja em qualquer lugar O mundo é pequeno, O tempo
É invenção Que o amor desfaz na tua mão Nada passou,
Nada ficará Nada se perde, nada vai se achar Poe nosso
Nome na planta do jardim Vivo em você e você dorme
Em mim E quando eu olho pro imenso azul do mar
Ouço teu riso e penso: onde é que está? A nossa
Planta o vento não desfez É nunca mais, mas é mais
Uma vez" ( OSWALDO MONTENEGRO )